terça-feira, 28 de setembro de 2010

Inhotim - pesquisa individual

     Uma das obras que mais me chamou a atenção, ao pesquisar sobre o Inhotim, foi a "Através" do artista plástico Cildo Meireles. O artista possui outras 8 obras de arte expostas no museu, são elas: Camelô, Desvio para o vermelho, Glove trotter, Inmensa, Inserções em circuitos ideológicos: projeto cédula, Inserções em circuitos ideológicos: projeto coca-cola, Zero cruzeiro e Zero dollar.
     Nascido em 1948 no Rio de Janeiro, Cildo Meireles estudou artes  na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília e na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro. Suas obras situam-se na transição da produção neoconcretista do início dos anos 60 e da produção de arte conceitual, instalações e performances. O apelo sensorial é algo comum a muitas de suas obras, tendo elas apelo poliítico ou não.
     Em 2008 ganhou o Premio Velázquez de las Artes Plásticas, concedido pelo Ministerio de Cultura da Espanha e, no mesmo ano, expos obras e instalações na Tate Gallery em Londres.


 Através, de Cildo Meireles

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Flash Mob

     Flash Mobilization é, como o próprio nome diz, uma mobilização rápida feita com o intuito de impactar. Do mesmo modo que a aglomeração começa, ela termina: quase instantaneamente. Ocorrem em locais públicos e são previamente organizadas por email, mensagens de texto e etc. São famosos flash mobs: pillow fight (guerra de travesseiro), subway party (festa no metrô), e zumbie walk (caminhada de zumbis). No Brasil, a primeira flash mob aconteceu em São Paulo e já se espalhou pelo resto do país.

"No pants" (sem calças) no metro

Flaneur

     O flaneur é aquela pessoa que passeia pela cidade sem nenhuma preocupação ou compromisso. Apesar de perambular de forma aparentemente desatenta, o flaneur analisa o espaço, aprendendo cada detalhe e fazendo uma nova percepção do mesmo. Segundo o poeta francês Charles Baudelaire, o flaneur é uma pessoa que anda no espaço a fim de experimentá-lo.


Deriva

     Opondo-se às noções clássicas de viagem e passeio, a teoria da deriva está ligada ao reconhecimento de efeitos da natureza psicogeográfica. Criada pelo pensador situacionista Guy Debord, essa teoria estuda como o ambiente urbano influencia nas condições psíquicas e emocionais das pessoas.Ou seja, estuda o comportamento das pessoas ao andar pela rua, o porque delas fazerem determinados caminhos, atravessando as ruas, mudando a direção, parando em praças e etc. Tudo isso relacionando os sentimentos (bons ou não) que essas zonas psíquicas trazem para as pessoas que circulam pelo espaço.

Parkour

     Fundado por David Belle, o Parkour é uma atividade física que visa o deslocamento ágil e habilidoso. Apesar de os seus praticantes exercerem manobras tidas como "perigosas", essa atividade utiliza as habilidades do corpo humano da forma mais segura e eficiente possível, evitando ao máximo os acidentes. Para superar obstáculos, os praticantes devem ter plena consciência da distância, capacidade e risco de cada movimento. 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

FAD - Festival de Arte Digital

     No dia 3 de setembro presenciei algumas performances no Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna.  Cada uma com sua particularidade, me chamou a atenção de uma maneira diferente. Apesar de ter gostado bastante de todas as 4 performances, achei que elas foram longas demais, e portanto, um pouco cansativas.
      A primeira delas, Maquinomen do grupo Arquipélago (Belo Horizonte), explorava a sobreposição de imagens e sons, como um jogo de dominó entre homem e máquina. Cada um dos três integrantes do grupo (Chico de Paula, Fabiano Fonseca e Tatu Guerra) controlava o que era projetado em uma tela redonda, e em uma quarta tela aparecia a combinação do que era projetado nessas 3  telas. Achei muito interessante ver a construção da projeção da quarta tela e poder acompanhar o que remetia a um trajeto de um trem sobre um trilho.






     A segunda, Library dos artistas Fernando Velazquez e Francisco Lapetina (São Paulo), faz uma alusão à pasta library, comum a praticamente todos os softwares de computador. Na performance houve a constante projeção de textos e imagens cortadas, o que chamou muito a minha atenção. Para mim, o mais interessante foi a trilha sonora (ruídos, chiados e palavras soltas), que em certos momentos chegava, inclusive, a incomodar a platéia. 



     A terceira, Aufhebung - HOL do artista Henrique Roscoe (Belo Horizonte), é um projeto baseado no conceito de sinestesia.  Ao utilizar um equipamento específico, o artista produzia notas, harmonias e ritmos sincronizados com as formas, cores e movimentos dos elementos que eram projetados. O mais interessante dessa performance foi ver a existência de uma relação de dependência entre a imagem e o som. Sem falar, é claro, no intrigante equipamento que o artista usava.




     E por fim, a quarta performanceVisual Show do artista Nosaj Thing  (Estados Unidos). Em oposição aos  anteriores, esse artista usou apenas projeções em preto e branco durante grande parte de sua apresentação. Foi, sem dúvida, a que eu mais gostei, porque não havia excesso de informação e a música era contagiante (o prórpio performer dançava durante a apresentação).